Primeiríssima infância – O estabelecimento de um vínculo

Por em out 2, 2012 - Primeira Infância | 1 comentário

Primeiríssima infância – O estabelecimento de um vínculo

2
out
2012

Entenda qual a importância e como se estabelece o elo entre mãe e filho após o nascimento

No post anterior, mostramos a você como as influências externas moldam o comportamento dos pequenos, no episódio 2 da série Nota 10 – Primeira Infância. Hoje, falaremos da influência dos próprios pais. O tema de hoje, baseado no capítulo 3 da série, é o vínculo afetivo entre mãe, pai e criança.

Quando o bebê deixa o conforto do útero da mãe, nasce um mundo. O choro anuncia o surgimento de uma nova vida, que precisa, agora, ganhar autonomia. O cordão umbilical é cortado – está feita a separação física: bebê para um lado, mãe em repouso.

Para o recém-nascido, são muitos estímulos novos – ar, som, frio, luz, fome. E agora? Como o bebê pode se sentir novamente aconchegado? É aí que surge um novo elo vital, essencial para a construção de uma relação entre mãe e bebê – o vínculo afetivo.

Tudo deve ser recheado de amor e carinho. Quanto mais forte a união for, mais fácil virá a independência da criança. Para que haja o vínculo – o que a criança sente pelos pais -, é preciso que haja afeto – o que os pais dão aos filhos.

O homem é humanizado justamente por conta do vínculo afetivo. Se um ser humano (a mãe, no caso) não estiver ligado de uma maneira consistente, afetiva, espontânea, o outro ser humano (o bebê) não vai se formar psiquicamente.

O cérebro, por si só, não se desenvolve isoladamente. É necessário que exista informação e, principalmente, a oportunidade de chegar até ela. Todo vínculo é uma relação, mas nem toda relação é um vínculo. Para ser um vínculo, é necessário que seja duradouro, honesto e estável.

Os resquícios do cordão umbilical são fortes até os 6, 7 meses, em média, quando o bebê ainda se sente como continuidade do corpo que o está cuidando. Principalmente se a mãe estiver amamentando. A criança ainda não realizou a separação física.

Segundo os especialistas, a partir do momento que nasce o desejo de se ter um filho já se cria um laço afetivo, invisível. É o início da ligação que deve durar por toda a vida e, com o passar do tempo, se aprofundar.

Ser mãe (e ser pai) é uma função que não necessariamente precisa ser exercida pelos pais biológicos. Pais adotivos também criam vínculos afetivos com os filhos. Para isso, basta que cumpram as funções que lhes são cabidas. A principal delas é oferecer carinho e conforto. Muitas mães que adotaram seus filhos afirmam, categoricamente, que o amor chega com o cuidar também. É possível desenvolver sentimento, dizem elas.

O vínculo afetivo é, em suma, o passaporte para a criança se desenvolver e se tornar independente com segurança. As mães precisam, quase sempre, voltar ao trabalho ou às atividades que são inerentes à vida que levam. É aí que o bebê tem de estar confortável, mesmo longe dela. O acolhimento cria confiança. O cordão invisível, uma vez criado, está sempre ali, por maior distância que filho e mãe estiverem um do outro.

Para saber mais sobre o tema, assista ao terceiro episódio da série Nota 10 – Primeira Infância e compartilhe suas opiniões conosco.

 Fotos: Leo Sanches



Um comentário

  1. avatar

    Aspecto importante na primeiríssima infância : estabelecer uma relação afetiva, um vínculo seguro e permanente que cria na criança seu eu interno, a estrutura psíquica ! Uma de união de peles entre mãe e filho ! Olhar e calor ! Um reconhecimeto que se dá também por chamar o bebê pelo seu próprio nome! È intrigante, desconcertante e maravilhoso !

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